segunda-feira, 30 de maio de 2011

GP DE MÔNACO - A medida da sorte

É sintomático: quando a fase é boa, tudo dá certo. Sebastian Vettel é a mais nova prova viva disso.

Não fossem as entradas do safety-car, exatamente nos dois momentos em que aconteceram, a vitória teria sido folgada para Jenson Button. Devido, e muito, à falha da Red Bull na primeira parada do alemão, diga-se.

Mas Vettel não teve nada a ver com as pancadas de Massa e Petrov. Assim como Alonso, outro que se aproveitou desses períodos de bandeira amarela. Levou a Ferrari ao pódio pela segunda corrida seguida graças ao próprio talento, que transborda o mediano carro de 2011 da equipe italiana.

São, aliás, os rompantes de talento que Vettel e Alonso apresentam que os diferenciam dos companheiros de equipe. Tirando o GP da China, em que Webber fez, de fato, uma prova espetacular, quando foi a última vez que vimos o australiano e Massa realizarem uma grande exibição?

Outro que faz parte do grupo dos talentos acima da média, Hamilton, também foi protagonista em Monte Carlo. Ou melhor, antagonista. Batendo em Massa, Maldonado e em quem mais viesse pela frente, tomou punições e saiu bufando. Chegou a ironizar, dizendo que estaria sendo perseguido porque é negro. Algo que não parece muito razoável nos dias de hoje.

Agora vem o Canadá, uma pista simpática, uma cidade agradável. Muitos pilotos dizem que este é o GP favorito deles. E, com a asa-móvel e os pneus de algodão, deve ser, mesmo, dos mais interessantes.

domingo, 29 de maio de 2011

GP DE MONACO - Dia 2

Rapidinho:
- Muito feio o acidente de Sérgio Perez. Felizmente, nada de tão grave. Mas mostrou que, mesmo com a evolução fantástica da segurança dos carros da F-1, ainda há choques que podem causar muita preocupação.

- Impossível não lembrar do acidente de Wendlinger, no mesmo ponto, em 1994. O austríaco, lembremos, ficou semanas em coma e correu risco de vida. (veja aqui a batida de Wendlinger)

- Assim, ficou menos reluzente a pole de Vettel, mais uma, sempre ele. Apesar de o maior rival do alemão neste treino, Hamilton, não ter tido a oportunidade de marcar uma série de voltas boas, o que facilitou a vida do atual campeão.

- A Ferrari parece ter dado uma micro-melhorada, ainda insuficiente para fustigar Red Bull e McLaren. E Schumacher, vejam vocês, ainda conseguiu se meter entre Alonso e Massa.

- Maldonado sempre andou bem em Mônaco pela GP2 e manteve a tradição ao levar a Williams-carroça para o Q3. Sairá em oitavo, na frente de Barrichello pela terceira vez no ano.

- Não acho que a prova vai ser das mais animadoras e espero estar equivocado.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

GP DE MÔNACO - Dia 1

Confesso que não assisti como gostaria a sempre peculiar quinta-feira da F-1 em Monte Carlo. Em tempos de Roland Garros, a prioridade vai para o torneio de tênis parisiense.

Mas assisti o bastante para perceber que nada parece muito diferente nas ruas monegascas do que aquilo visto nos primeiros finais de semana do campeonato.

Ah, mas o Alonso liderou, Hamilton também ficou à frente da Red Bull, alguém dirá. Sim, mas, pergunto eu: e daí?

As duas primeiras sessões de treinos livres servem de parâmetro muito raso, ou menos que isso. Só é bom mesmo pra palpitar.

Por sinal, acho que a pole ficará com Hamilton. Projeto vitória do espanhol, com Vettel e Button logo atrás.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

ROLAND GARROS - Hora do bicho afiar as garras

Adoro um clichê de vez em quando, então, aqui vai um: o bicho vai pegar na terceira rodada de Roland Garros. Depois de duas fases mornas, há pelos quatro jogos que prometem emoção e qualidade, entre sexta e sábado. Antes, falemos da segunda rodada.

- Por incrível que pareça, Pablo Andujar teve a oportunidade de fechar um set contra Nadal por 6-1. Três, diga-se, e, depois, mais cinco, em outros momentos da parcial. Acabou tremendo e perdendo um tie-break. Mas é flagrante: Nadal está muito abaixo do que pode. Tecnicamente, sobretudo. Deu a sorte de ter Antonio Veic na próxima fase, ao invés de Davydenko, um dos poucos que tem retrospecto favorável (6-4) nos confrontos contra o espanhol. Com essa bolinha, não chega nem à semifinal.

- Djokovic não foi tão espetacular contra Hanescu. Mas nem precisou, é verdade. Depois de abrir 2-0, sacava em 2-3 no terceiro set quando o romeno abandonou o duelo, alegando lesão muscular numa das coxas. O sérvio, agora, vai ter que jogar e suar bem mais, já que fará o jogo mais aguardado do torneio até aqui, contra del Potro. Um prato cheio para uma sexta-feira gordinha.

- Não dá pra levar em conta o desempenho de Federer nesta rodada, afinal, passar fácil pelo jovem local Maxime Teixeira era obrigação. Mas, como disse no post anterior, sinto que o suíço pode dar muito trabalho nesta edição de Roland Garros. O confronto contra Tipsarevic parece ser um bom termômetro para ver o que poderemos esperar de "Fedexpress" para o resto do campeonato.

- Como viaja, esse Murray. No primeiro e no terceiro sets, correu riscos reais de perder a parcial para Bolelli, que, apesar de ser um bom saibrista, não deveria por medo no escocês. Fez valer a melhor qualidade e fechou em 3-0 e, para a sorte dele, tem a chave mais tranquila entre os quatro "cachorrões", como diria Paulo Cleto. Na terceira rodada, encara o alemão Berrer.

- Entre os outros cabeças-de-chave, duas eliminações chamaram minha atenção. Como já disse, a de Davydenko foi uma. O russo vive uma montanha-russa de resultados e de qualidade de jogo em 2011, mas ninguém esperava que pudesse perder para Veic, que não tem nenhum resultado de expressão. A outra surpresa foi a queda de Florian Mayer para Alejandro Falla.

- Thomaz Bellucci foi soberano diante de Andreas Seppi. Letal, matador, sem dar respiro ao italiano. Isso é um excelente sinal: ganhar com facilidade dos adversários que são tecnicamente inferiores a ele, coisa que não vinha acontecendo até Madri (ok, houve uma recaída em Roma, mas farei vistas grossas). Se jogar com a mesma intensidade e, sobretudo, mantiver o excelente nível do saque, pode ir mais longe do que se pensa em Paris.

- Meus palpites para os confrontos mais interessantes:

Djokovic 2 x 3 del Potro
Gasquet 0 x 3 Bellucci
Wawrinka 1 x 3 Tsonga
Ferrer 3 x 0 Stakhovsky

e

Nadal 3 x 0 Veic
Federer 3 x 0 Tipsarevic
Murray 3 x 1 Berrer

terça-feira, 24 de maio de 2011

ROLAND GARROS - 1ª rodada

Sempre com dinamismo, vamos às impressões sobre a primeira rodada de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada.

- Algo está acontecendo com Rafael Nadal. O jogo de Isner, em teoria, casaria muito bem com o do "touro", tendo em vista que o estadounidense é lento e não tem grandes virtudes jogando no fundo de quadra. Lembremos: Ricardo Mello fez 2-0 em Isner no ATP 250 de Belgrado, há poucas semanas. Mesmo assim, o grandão chegou a ter 2-1 na partida e só perdeu o pique a partir do quarto set.

- A mim parece que Nadal está sentindo o arfar de Djokovic no cangote. Decorre disso uma pressão grande e, nesse momento, não vejo muitas chances do espanhol sair de Paris com o número 1 do ranking. Apesar disso, o compatriota Andujar não deverá provocar dores de cabeça na próxima fase.

- Nole, por outro lado, passeou, como se esperava, no jogo contra de Bakker. Sem sustos. Na segunda rodada, o romeno Victor Hanescu, que está longe de ser um mau jogador, especialmente no saibro. Mas, na fase em que Djokovic está, é difícil imaginar algum sufoco.

- Há muito tempo não via Federer jogar tão bem quanto o fez na vitória diante de Feliciano López. Cometeu poucos erros não-forçados, justamente o calcanhar de aquiles do suíço nos últimos meses. É só tomar como exemplo o duelo contra o próprio Lopez na estreia dele (segunda rodada do torneio) em Madri, quando precisou de três tie-breaks e salvou alguns match-points. Terá pela frente o local e totalmente desconhecido Maxime Teixeira. Fácil, não?

- Entre os outros top-10s, o vexame ficou com Tomas Berdych, derrotado por Stephane Robert, qualifier. Murray, Ferrer e Melzer pouco suaram. Soderling, Monfils e Fish perderam um set para tenistas nem tão gabaritados.

- Outras supresas, algumas maiores, outras menores, foram as seguintes eliminações: Almagro (para Kubot), Llodra (para Darcis) e Raonic (para Berrer). Também não esperava a derrota de Kohlschreiber para Querrey, que, apesar de ser cabeça-de-chave, vinha em fase muito ruim.

- Thomaz Bellucci conseguiu boa vitória, superando a pancadaria de Golubev. Perdeu um tie-break, mas, felizmente, não perdeu a calma, e venceu o do set seguinte, o que mostra certo amadurecimento do brasileiro. Agora terá Andreas Seppi pela frente, italiano meio casca-grossa, que bateu Bellucci em Hamburgo, no ano passado. Jogo por jogo, Thomaz tem mais. Que essa qualidade prevaleça amanhã.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

GP DA ESPANHA - Carreras son carreras

Vettel ganhou mais uma? Ganhou. Mas fica claro que há ocasiões em que a superioridade do carro da Red Bull não é tão grande quanto parece.

Não é a primeira vez que Hamilton dá um calor no Tião. Certo, a vitória na China teve o ingrediente "estratégia", mas, mesmo assim, as McLarens são muitos melhores nas provas do que nas classificações.

Carreras son carreras, já dizia Juan Manuel Fangio.

Posto isso, não vamos negar que o desempenho de Vettel em 2011 é digno dos áureos tempos de Schumacher. Ele ganha dando show, no sufoco, com pneu duro, com pneu mole, ou seja, do jeito que quiser.

O "amigo" Webber deve se morder diariamente, para se punir pelo baile que está levando do alemãozinho. Mesmo quando faz a pole, não consegue segurá-lo.

Assim, a McLaren vai se mantendo acesa na luta pela ponta do campeonato de Construtores. Também pelos méritos de Hamilton-Button, claro.

Schumacher, como em 2010, chegou à frente de Rosberg, mas não me parece ser indício de uma grande recuperação.

Os brasileiros tiveram desempenho bem abaixo da média. Massa abandonou sem ter andado próximo a Alonso em nenhum momento e Barrichello... deve ser ruim andar numa carroça.

Falando em Alonso: tudo bem, ele tomou uma volta do vencedor, não conseguiu o pódio que tanto queria... mas a largada espetacular e as voltas lideradas certamente encantaram os fervorosos torcedores espanhóis que compareceram ao circuito catalão.

Pergunto-me: será que nosso representante ferrarista fará o mesmo em Interlagos?

Respondo-me: ....

sexta-feira, 20 de maio de 2011

GP DA ESPANHA - Dia 1

Ora, ora, não é que Webber superou Vettel na sexta-feira?
Já era hora do australiano dar algum sinal de vida. Friamente falando, em teoria, ele é o único capaz de complicar a caminhada do alemão rumo ao bi. Ou, pelo menos, deveria ser.

Tirando a ótima performance no GP da China - e, mesmo assim, com a ressalva de ter feito péssima classificação, Webber foi figura nula até aqui. Leva uma surra das grandes de Vettel, e a prova de Barcelona, que o canguru venceu em 2010, parece ser a melhor oportunidade para que ele volte a aparecer.

Hamilton, o segundo, a menos de 0,04s da ponta, faz o que pode e um pouco além disso com esse carro da McLaren. Já beliscou uma vitória em Xangai e estará mais uma vez na espreita, aguardando alguma trapalhada da dupla rubrotaurina.

A dupla da Mercedes se situou entre Alonso e Massa. O espanhol, aliás, sempre vai bem em casa, de modo que podemos esperar mais chororô daqueles defensores eternos de Felipe.

Barrichello à frente de Maldonado, ok. Na metade de trás da tabela, fazer o quê? Falando nisso, curioso foi ver a Lotus de Kovalainen à frente da Force India de Sutil. Já disse aqui: sou simpático ao time de Tony Fernandes e espero (e acredito) que possam, uma vez ou outra, superar a FI no grid até o fim da temporada.

Virgin e Hispania, por outro lado, estão com a corda no pescoço. D'Ambrosio e Glock ficaram poucos décimos à frente, e Liuzzi e Karthikeyan bem atrás da linha de corte de 107%. Perigam não alinhar no domingo.

A aposta? Pole de Webber, que vence, seguido por Vettel e Alonso.

ROLAND GARROS - chaves equilibradas

Federer vai ter trabalho logo na estreia (Feliciano Lopez), Djokovic pode ter jogo duríssimo na terceira rodada (del Potro), Nadal terá a possibilidade de reviver as oitavas-de-final de 2009 (Soderling) nas quartas. Cada um de um modo, mas os líderes do ranking não terão vida fácil em Roland Garros. (veja a chave completa aqui)

Quem parece ter se dado melhor nessa história é Andy Murray, que pode pegar Nadal na semi, mas tem chave relativamente tranquila até lá (ou será que Melzer ou Almagro poderão assustá-lo nas quartas?).

Aliás, vi algum site desses dizendo que nadal teria vida tranquila nesse torneio. Discordo e muito. Apesar de estar em fase duvidosa, Davydenko sempre atrapalhou o jogo do espanhol e pode dificultar as coisas na terceira rodada. Com Soderling nas quartas e Murray na semi, convenhamos, Nadal terá tudo, menos vida fácil.

Nole, talvez, tenha menos turbulências para chegar à final - seria sua primeira em RG. Passando por del Potro nem Gasquet ou Bellucci nas oitavas, nem Berdych nas quartas parecem assustar o sérvio. Numa eventual semi, teria um nem-tão-bicho-papão Federer.

O suíço, aliás, terá parada duríssima se quiser chegar entre os quatro melhores deste ano, já que se avizinha um confronto contra o sempre perigoso David Ferrer. Antigamente, poderia-se prever vitória tranquila de Federer, mas, na atual fase, nunca se sabe.

Brasileiros

Thomaz Bellucci não deverá ter trabalho na primeira rodada. O rival, o cazaque Golubev, não ganha uma partida desde Indian Wells. Desde então, perdeu para jogadores bem menos cotados, como Pere Riba. Na segunda fase, também será favorito, seja contra Seppi, seja contra Gabashvili.

O caldo ficará mais grosso na terceira rodada, quando poderá ter o ascendente Gasquet pela frente. A fase do francês (que derrotou, por exemplo, Federer, em Roma) e a torcida serão fator contrário às expectativas do brasileiro. Mas, quanto ao estilo de jogo, Bellucci tem armas para derrubar o forte backhand do futuro e presumido rival.

Já Ricardo Mello terá um cabeça-de-chave logo na estreia. Mas, dentre as possibilidades, até deu sorte, já que o oponente será Mardy Fish, nenhum grande especialista em saibro. Pode, se estiver num bom dia, passar. Dificilmente avançaria mais, já que provavelmente teria um integrante da "Armada Espanhola" (Gimeno-Traver) pelo caminho.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO - Agora é pra valer (2)

Cruzeiro: foi o time sensação do país até a eliminação vergonhosa na Libertadores, em casa, perdendo para o Once Caldas. Apesar disso, tem uma base forte - Fábio e Henrique, por exemplo, estão na Seleção -, capaz de manter o clube na briga pela taça, assim como no ano passado.Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América.

Figueirense: não parece tão promissor quanto o rival, Avaí, ainda que tenha feito excelente campanha na série B em 2010, terminando com o vice-campeonato. Não conseguiu chegar à final Estadual e foi mal na Copa do Brasil. O elenco não é dos mais fortes - dois destaques são Joílson e Lenny.
Projeção: lutar contra o rebaixamento

Flamengo: ia tudo bem no "bonde do Mengão sem freio", graças, sobretudo, ao título do Estadual, que veio por antecipação. A eliminação nas quartas da Copa do Brasil pelo Ceará, porém, pôs uma interrogação no elenco, cuja maior estrela é Ronaldinho Gaúcho, e em Vanderlei Luxemburgo.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América

Fluminense: não vai ser nada fácil defender o título de 2010. Apesar da base do time campeão ter sido mantida, o comandante, Muricy Ramalho, saiu, e o clube decepcionou na Libertadores. Talvez a chegada de Abel Braga ajude a trazer o pique de volta às Laranjeiras.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América

Grêmio: perdeu muita força com a saída de Jonas e teve um primeiro semestre pra esquecer. O elenco tem bons valores, como Victor e Douglas, mas ainda mais carências, especialmente na defesa. Se não se reforçar, dificilmente repetirá o quarto lugar do ano passado.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana

Internacional: em que pese a eliminação para o Peñarol nas oitavas da Libertadores, o clube se recuperou ao derrotar o rival Grêmio na final do Gauchão. Falcão como treinador é uma aposta, mas a qualidade acima da média do elenco pode ajudar a concretizar outra boa campanha.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América

Palmeiras: Felipão deu padrçao tático ao time e isso é visível. O problema é que as peças não têm nada de especial. Ídolos da torcida, Valdívia e Kléber ainda têm bastante a provar pelo alviverde. Marcos, o maior goleiro da história do clube, deve pendurar as luvas ao fim do Brasileiro.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América

Santos: terá que dividir atenções, nas primeiras rodadas, com a Libertadores, onde já chegou à semifinal. Conta com o melhor treinador do país, Muricy Ramalho, e os dois melhores jogadores em atividade, Ganso e Neymar. Assim, convenhamos, é fácil prever muito sucesso.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América

São Paulo: o maior vencedor de Campeonatos Brasileiros entrará pressionado nesta edição. Sem títulos desde 2008 e com um primeiro semestre fraco, o clube tem um elenco superestimado em algumas posições. Os garotos, como Lucas e Casemiro, são as melhores apostas.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América

Vasco: precisa voltar a ser grande. Trouxe jogadores de certo renome, como Alecsandro e Diego Souza, e deu uma chance para Ricardo Gomes. Ainda tem chances na Copa do Brasil, e essa parece ser a melhor (talvez única) oportunidade para voltar à Libertadores.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO - Agora é pra valer (1)

Vai começar a mais importante competição do futebol brasileiro. Completando 40 anos de existência, o Campeonato Brasileiro irá começar, em 2011, sem ter um favorito destacado. Ao contrário dos anos anteriores, as equipes paulistas e cariocas estão em baixa (com exceção do Santos), permitindo aos clubes de outras regiões sonhar mais alto.

Em dois posts, vou comentar rapidamente um resumo de cada clube e as ambições para o Brasileirão.

América-MG: de volta à elite depois de dez temporadas perambulando entre as séries B e C, a terceira força mineira aposta nos veteranos, em especial Irênio e Fábio Júnior. Fez campanha digna no Estadual, caindo para o Atlético na semifinal.
Projeção: lutar contra o rebaixamento

Atlético-GO: surpreendeu em 2010 e, no confronto direto da última rodada, jogou o tradicional Vitória para a série B, permanecendo no primeiro time. Vem se firmando como maior força atual do futebol goiano, mesmo sem ter nomes de destaque no elenco.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana

Atlético-MG: o primeiro campeão do Brasileirão busca ardorosamente voltar aos títulos e às glórias. Se mantiver Dorival Júnior no comando, terá dado um bom passo para fazer bom papel. O elenco, no entanto, deixa a desejar. A aposta é na base.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana

Atlético-PR: coadjuvante no Estadual, o Furacão está à caça de reforços para melhorar o elenco, que ainda tem Paulo Baier como maior expoente. Adílson Batista precisa voltar a mostrar serviço, já que as passagens por Corinthians e Santos foram ruins.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana

Avaí: pela terceira temporada seguida na série A, está de novo sob comando de Silas, sensação de 2009, e tem alguns jogadores interessantes, como o goleiro Renan e o atacante Marquinhos Gabriel. Pode ser uma das surpresas do ano.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América

Bahia: desceu Vitória, subiu Bahia. O tricolor frequentou a Série C, mas, depois de oito anos, reconquistou lugar na elite. O problema é que o time não é nada confiável, tendo como um dos destaques o contestado centroavante Souza.
Projeção: lutar contra o rebaixamento

Botafogo: segue a toada que rege o clube desde que voltou da B, ou seja, pés no chão, antes de qualquer coisa. O lado ruim da rigidez na gestão é a escassez de grandes jogadores. Loco Abreu é a referência, cercado pelos bons Jefferson e Herrera.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana

Ceará: o Vozão dá sinais de ser o clube mais bem estruturado do Nordeste. Com a torcida sempre entusiasmada, mas, dessa vez, sem o Castelão, terá um pouco mais de dificuldade do que em 2010 para manter o nível digno, mas deve se manter.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana

Coritiba: a sensação do primeiro semestre até aqui tem condições de fazer um excelente nacional, desde que não se desfaça das peças importantes, como Emerson, Léo Gago e, pasmem, Bill, além do treinador Marcelo Oliveira.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América

Corinthians: mais um naufrágio na Libertadores e um vice-campeonato no Paulista. O time já é sombra do que lutou pelo troféu em 2010 e dependerá da antecipação da janela de transferências para que os reforços mais capacitados, como Alex, coloquem o clube mais uma vez na briga.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América

Continua amanhã.

terça-feira, 17 de maio de 2011

ROLAND GARROS - pílulas dos dias anteriores

- Começou o qualifying do segundo Grand Slam do ano e os brasileiros já estrearam. Desempenho: três vitórias (João Souza, Rogério Silva e Júlio Silva) e três derrotas (Fernando Romboli, Ricardo Hocevar e Thiago Alves - este abandonou antes do fim do primeiro set).

- Dos três que seguem vivos, dois têm tarefas nem tão difíceis. Feijão encara o chileno Jorge Aguilar e Rogerinho pega o belga Steve Darcis. Já Julinho terá pela frente o polonês Lukasz Kubot, osso dos mais duros de roer.

- Juan Martín del Potro participará do torneio. Depois de abandonar em Madri e não jogar em Roma, ele regressa às quadras no saibro parisiense.

- Iniciado o quali, se algum jogador já garantido na chave principal desistir, a vaga vai para um lucky-loser. Desse modo, Marcos Daniel não se despedirá das quadras em Paris - ficou a uma vaga de entrar direto. Uma pena.

- Assim, só Thomaz Bellucci e Ricardo Mello já têm vaga garantida entre os brasileiros. O sorteio acontece no final da semana.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Muricy Ramalho - a prova dos nove

Muricy Ramalho ganhou, pela segunda vez, um Campeonato Paulista. Ontem, com o Santos. Em 2004, com o São Caetano.

No Náutico e no Internacional, também já tinha abocanhado os estaduais.

A passagem pelo São Paulo foi recheada de sucesso, com o tricampeonato do Brasileirão, apesar das eliminações da Libertadores.

Teve um momento ruim, no Palmeiras, onde liderou a competição nacional pela maior parte do tempo, mas não conseguiu nem ficar entre os quatro primeiros.

Migrou para o Rio de Janeiro e fez do Fluminense um clube vitorioso novamente, faturando pela quarta vez em cinco anos o Campeonato Brasileiro. Meses depois, saiu brigado e brigando. Assinou, três semanas após o desligamento dos cariocas, assinou com o Santos.

E, como já foi dito, papou mais um estadual.

O que faz de Muricy um treinador tão vitorioso? Será que é um motivador? Será que é um disciplinador? Será que aproveita as bases montadas por outros técnicos e melhora uma coisa ou outra?

Cada um tem sua opinião, a minha é simples: Muricy Ramalho é, disparado, mas longe, muito longe, o melhor comandante que temos no futebol brasileiro.

Muitos podem dizer que os times dele são retranqueiros. Oras, será demérito armar a equipe tão bem defensivamente a ponto de ficar seis jogos sem tomar gols? Estamos falando da defesa do Santos, que era uma peneira nas épocas de Adílson Batista e Marcelo Martelotte. Edu Dracena e Durval passaram de antas a gênios num piscar de olhos? É evidente que não. Daí se nota o mérito de um trabalho bem feito.

Também não é coincidência o fato de o São Paulo ter sido multicampeão sob a batuta desse "turrão" e, após a saída dele, não ter conquistado mais nada. Os propalados "melhores zagueiros do Brasil", Miranda e Alex Silva, passaram a vacilar de 2009 pra cá, em grau até maior do que o aceitável.

O troféu que falta para a galeria de Muricy pode não demorar muito a sair. O Santos é o único brasileiro vivo na Libertadores e grande favorito a seguir para as semifinais. Projeta-se uma final "daquelas" contra o Vélez. Uma espécie de prova dos nove.

Mas, honestamente: Muricy não tem mais nada a provar, a ninguém.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Copa do Brasil - Desconstruindo mitos

De bate-pronto, cito quatro times que eu considerava favoritos à conquista da Copa do Brasil: Atlético-MG, Botafogo, Palmeiras e São Paulo. Em comum, o fato de serem grandes do futebol brasileiro, que tiveram um ano ruim em 2010 (se tivesse sido bom, teriam, provavelmente, se classificado para a Libertadores e nem jogariam a Copa do Brasil), mas com boas perspectivas para a atual temporada.

Uns antes, outros depois, mas todos caíram. Sequer conseguiram alcançar as semifinais. De todos eles, apenas o Galo ainda pode salvar o semestre, se conquistar o Campeonato Mineiro no próximo domingo, quando jogará pelo empate contra o Cruzeiro. No torneio nacional, porém, passou vergonha ao ser eliminado pelo Grêmio Prudente (que era Barueri e que voltou a ser Barueri), rebaixado no Campeonato Paulista.

O Botafogo foi derrubado pelo Avaí, nas oitavas-de-final. Dois empates, mas o maior número de gols fora de casa classificou os catarinenses. Uma desilusão para o já nem tão recém-chegado Caio Júnior e para atletas experientes, como Jefferson, Herrera e Loco Abreu. Afinal, no Estadual, o Flamengo não deu chances aos adversários e papou os dois turnos.

Do mesmo mal (Avaí) padeceu o Tricolor do Morumbi. A magérrima vitória por 1 a 0 em casa não foi suficiente para dar tranquilidade ao time de Carpegiani na Ressacada. Mesmo abrindo o placar, o São Paulo tomou a virada e perdeu por 3 a 1, dando sequência à sina de nunca ter se sagrado campeão da Copa do Brasil. Dez dias antes, já tinha sido eliminado do Paulistão pelo Santos.

O Palmeiras, quando parecia estar ajustado, sofreu duas pancadas em pouco mais de 72 horas. Primeiro, caiu para o maior rival, Corinthians, nos pênaltis, nas semifinais do Paulista. Mas o pior estava por vir. Foi atropelado por um irresistível Coritiba, no Couto Pereira: 6 a 0, fora o baile. A vitória por 2 a 0 no segundo jogo serviu como mero consolo para os palmeirenses.

Quatro histórias diferentes, mas cujo fim é idêntico: uma chance a menos de chegar à Copa Libertadores de 2012.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Libertadores - Análise das quartas-de-final

Nas (oito, claro) equipes que disputarão as quartas-de-final da Copa Libertadores da América 2011, sete países estarão representados. O único que terá dois times na fase será o Paraguai.

A Libertadores mais democrática que já vi.

Vamos conferir quem tem mais chances de passar para semifinal, com base nas campanhas e no momento de cada um.

Vélez x Libertad - os paraguaios, que mostraram um futebol convincente nos jogos dos grupos, reverteu um placar problématico diante do Fluminense e, caso chegue até a final, terá sempre a vantagem de definir o confronto em casa (após a eliminação do Cruzeiro). Por outro lado, os argentinos estão em grande fase: lideram o Clausura e eliminaram a LDU, cujos resultados recentes nas competições sul-americanas são suficientes para sempre credenciá-la aos bons resultados. Muito equilibrado.

Chances de classificação: Vélez --> 45%, Libertad --> 55%.

Peñarol x Universidad Católica - todos esperavam que esse confronto fosse um GreNal, mas a dupla gaúcha frustrou seus torcedores. Sorte dos dois classificados, que jogaram melhor e mereceram a classificação - sobretudo o time chileno, que anotou dois triunfos contra o tricolor de Porto Alegre. Por esses resultados diante do Grêmio e pela ótima campanha da primeira fase, na qual foi a primeira do grupo que tinha o Vélez, a Católica é favorita. O Peñarol buscará, mais uma vez, a superação, características inata dos uruguaios, além da tradição - é penta da Libertadores.

Chances de classificação: Peñarol --> 35%, Universidad Católica --> 65%.

Jaguares x Cerro Porteño - a grande barbada, em teoria. O time do Jaguares é apenas razoável e, nas oitavas, eliminou o Júnior Barranquilla, que, apesar de ter vencido o grupo do Grêmio, também não era lá essas coisas. O Cerro Porteño, além de mais tradicional, tem uma campanha mais consistente, que culminou com a classificação em cima do Estudiantes na série inicial de mata-mata.

Chances de classificação: Jaguares --> 15%, Cerro Porteño --> 85%

Once Caldas x Santos - outro duelo que deveria ser 100% brasileiro. Mas o Cruzeiro caiu inexplicavelmente para a esquadra colombiana, mesmo depois de ter ganhado o jogo em Manizales. O Santos suou sangue no confronto com o América do México e ainda não parece ser um time confiável. Mesmo assim, tecnicamente, é bastante superior ao adversário. Resta saber se estará também em boas condições físicas para suportar os dois difíceis jogos.

Chances de classificação: Once Caldas --> 35%, Santos --> 65%

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Campeonato Paulista - Blergh!

Não escrevi ontem sobre o primeiro jogo da final do Paulistão porque me pareceu haver temas mais interessantes para fechar bem o domingo. Até porque qualquer resumo, análise ou crítica sobre o Corinthians x Santos do Pacaembu esfriaria o dia.

O motivo: o jogo foi fraco. Talvez não tenha sido tão ruim tecnicamente, mas quando pensamos que era uma final de campeonato, era natural esperar muito mais qualidade do que aquela apresentada pelos pupilos de Tite e Muricy.

Mas, talvez, eu esteja sendo muito exigente. Sobretudo com o Corinthians. O alvinegro da capital tem um time razoável, com potencial para ser bom. O problema é: jogadores fundamentais para o futebol bem jogado estão em fase tenebrosa. Bruno César (já negociado com o Benfica), Jorge Henrique e Dentinho, destaques em 2010, têm feito partidas vergonhosas.

Além disso, há atletas que parecem não ter qualidade suficiente para ostentar a titularidade. Fábio Santos é o exemplo mais notório. Paulinho é outro que deixa muitas dúvidas. Por fim, os reservas são de baixo nível, com uma ou outra exceção, o que dificulta a vida de Tite quando precisa mudar o time.

O Santos, por outro lado, tem dois craques no elenco, Ganso e Neymar, e outros jogadores muito bons, como Arouca e Elano. Mas vem muito desgastado da série de partidas pela Libertadores, mescladas com as da fase final do Paulistão.

Tanto que dois desses supracitados, Arouca e Ganso - este exatamente na primeira partida da final -, sofreram lesões e devem desfalcar a equipe em confrontos decisivos: a finalíssima do Paulista e as quartas-de-final da competição sul-americana, contra o Once Caldas.

É difícil prognosticar o que pode acontecer na volta, ainda mais porque há dúvidas sobre que time do Santos será escalado por Muricy. Arrisco dizer que pelos desfalques do time santista, o Corinthians é favorito. Por 51% a 49%, com margem de erro de 2 pontos.

domingo, 8 de maio de 2011

GP da Turquia - Guess what?

Não sei mais como começar textos de F-1. É ruim quando o mesmo cidadão ganha (quase) tudo, porque você tem que se esforçar demais para não ficar repetitivo.

Então, de início, vá se ferrar, Vettel.

Brincadeira, brincadeira. Mas é evidente que o alemãozinho é bom, ótimo, excelente, fodão, macho, rapidíssimo, soberano, imortal, guerreiro (ah, os adjetivos do futebol...), blá, blá, blá. Novamente, não foi ameaçado.

Webber fez o mínimo que se espera de alguém que guie esse carro da Red Bull e Alonso completou o pódio. Esse, outro fodão. A Ferrari constuiu um carro razoável em 2011 e lá vai ele, ficar à frente das McLarens e do companheiro de equipe.

Apesar que... Felipe não fez, a rigor, uma má corrida. Teve boa disputa com Rosberg, chegou a passar Hamilton, mas três fatores naufragaram o brasileiro: as besteiras da Ferrari, a escapada dele mesmo e os tais pneus duros. Massa não consegue tirar tempo dos compostos mais resistentes, condição básica para quem quer obter bons resultados neste ano.

Um importante destaque da corrida turca foi Michael Schumacher, o homem-catraca: todo mundo passa por ele. Não tem cabimento o que ele está fazendo. Não é digno que o maior vencedor da categoria se proponha a esse tipo de papelão.

No mais, outra exibição correta das Renaults, e ele, sempre ele, Kobayashi. O japa-san largou em último, passou muita gente, foi passado por outro tanto, e beliscou mais um pontinho. Não estranhem se ele abocanhar uma vaga numa equipe melhor em 2012...

Masters 1000/Madri - Marcante

Quem acessa este blog com alguma frequência já deve ter reparado que eu sempre fui muito crítico em relação a Thomaz Bellucci. Então, antes de falar sobre o torneio, vou explicar meu ponto de vista.

Acompanho tênis firmemente desde a época de Gustavo Kuerten. Em 1997, quando ele levantou pela primeira vez o troféu em Roland Garros, eu tinha 10 anos. Sempre fiquei atento às conquistas de Guga, torcia por Agassi contra Sampras (hoje em dia já mudei de idéia), nunca fui fã do jogo de Roddick, aprecio demais a técnica e as conquistas de Federer e me espanto com a regularidade de Nadal.

Fiz esse pequeno histórico para mostrar que acompanho o esporte, com maior ou menor intensidade, há algum tempo. Mas o grande "click" que tive para o tênis foi em 2008, com a ascensão de Bellucci. Acompanhei os sucessos nos challengers, acompanhei as primeiras partidas dele nos ATP's 250 - a primeira vitória, contra Werner Eschauer, em Buenos Aires, por exemplo - vibrei com o duelo conta Nadal naquele mesmo ano, o título de Gstaad, o título de Santiago, etc.

Hoje, aliás, posso dizer, o tênis é o esporte que mais me absorve, ganhando do futebol, do automobilismo e do golfe.

Justamente por ter acompanhado os resultados do paulista durante todo esse tempo, fico extremamente irritado com alguns resultados fracos que ele obtém. E, nos últimos meses, eles foram a regra, não a exceção, o que, até, chegou a me desmotivar.

Só que, ao contrário do que parece, gosto bastante de Bellucci. E aplaudo de pé a campanha que ele fez no Masters 1000 de Madri.

A campanha do canhoto de Tietê foi brilhante. Passou fácil por Andujar (que venceu Casablanca há algumas semanas), suou, mas bateu Florian Mayer e, aí... e aí?

Aí veio a maior vitória da carreira de Bellucci. 6-4 e 6-2, placar incontestável contra Murray, o número 4 do mundo. Não bastasse esse grande triunfo, derrubou o sempre perigoso Berdych, também em sets diretos, e chegou a uma semifinal gigantesca, acompanhado pelos três líderes do ranking.

"Deu azar" por estar no lado da chave do melhor jogador do mundo, ainda nº2, Djokovic. Mesmo assim, teve chances reais de vencê-lo. Não ganhou, entre outros motivos, pela infinitamente maior experiência do sérvio em situações decisivas neste nível. Foi, afinal, a primeira ocasião em que Bellucci efetivamente se meteu entre os melhores.

O saldo é folgadamente positivo. Thomaz jogará Roma com uma cabeça totalmente diferente da que tinha há 10 dias, antes da campanha sensacional na capital espanhola. Infelizmente deu azar, mais uma vez, e deverá cruzar com Rafael Nadal logo na segunda rodada. Excelente oportunidade para ratificar a mudança de nível. Não significa que terá que vencer o "touro miúra", mas quem sabe, fazê-lo suar mais do que nos encontros anteriores, ambos em Roland Garros.

O mundo tem novo dono

É de abismar. Novak Djokovic parece um robô em 2011, dos mais eficientes. Estendeu a série invicta a 32 jogos quando passou por cima de Nadal em todos os aspectos. Certo, já tinha conseguido isso em Indian Wells e Miami, mas tinha retrospecto de nove derrotas em nove jogos no saibro. Quebrou o tabu e deixou claro para o espanhol que está "mal intencionado".

Nadal precisará ir além do limite em Roma e, duas semanas depois, em Roland Garros. E, talvez, nem isso lhe baste para manter as duas coroas.

Por outro lado, Federer parece estar em vertiginoso declínio. Depois do sufoco inesperado (e ridículo) que tomou de Feliciano López na estréia, até conseguiu boas vitórias contra Malisse e Soderling, mas está cometendo erros em demasia. Não tem bola para derrotar Nadal ou Djokovic. Espero, de verdade, que consiga aprumar os golpes nas próximas semanas e fazer um grande torneio em Paris, mas não aposto nisso.

sábado, 7 de maio de 2011

GP da Turquia - dia 2

Vettel veio, viu, fez a pole, e saiu mais cedo. Talvez para assistir ao sempre saboroso Nadal x Federer. Talvez torça para o suíço, já que ambos têm o alemão como língua-mãe. Ou, quem sabe, prefira o estilo mais agressivo do espanhol. Vai saber.

A verdade é que ele nem precisou esperar o Q3 da classificação terminar para ter a certeza de que largaria na primeira posição.

Enquanto Webber (2º), Rosberg (3º) e Hamilton (4º) batalhavam pela outra vaga da primeira fila, o jovenzinho campeão saia do carro quase três minutos antes do fim do treino e alguns segundos depois de fazer um temporal, mais um. Ele não se cansa.

Aliás, antecipo minha projeção para a corrida: começa como termina, ou seja, pódio com Vettel, Webber e Rosberg. Errei a previsão de que o treino qualificatório seria bastante disputado, então espero errar de novo, mas antevejo uma prova modorrenta.

No mais, destaque para a vergonhosa estratégia de Massa/Ferrari, de usar um jogo de pneus macios no Q1. Felipe não tinha feito volta boa com os pneus duros, mas não estava arriscado de ser guilhotinado para o Q2, já que era claro que Kobayashi não conseguiria por o carro da Sauber na pista. O efeito colateral veio justamente na última fase, em que o brasileiro foi obrigado a economizar nos macios e nem conseguiu marcar tempo. Amarga 10ª colocação.

Barrichello, uma posição atrás do compatriota, deve festejar - e muito - o fato de quase ter passado para o Q3. Andou praticamente no mesmo tempo dos carros da Renault, algo acima dos padrões da Williams de 2011. E, de novo, à frente de Maldonado.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um favoritaço, um favorito

Definidas as finais dos torneios europeus interclubes. Barcelona x Manchester United, na Champions League, e Porto x Braga, na Europa League. Ambos os confrontos com favoritos, um destacado, o outro, nem tanto.

Quem está milhas e milhas na frente quando o assunto é favoritismo é o FC Porto, com campanha irrepreensível na temporada. Atropelou a concorrência em todos as competições que disputou, tendo o Braga como último obstáculo para coroar a "época" perfeita.

Certo, os braguistas bateram equipes melhores, como Liverpool, Dynamo de Kiev e Benfica. Mas o que dizer dos dragões? Spartak e Villareal, equipes que poderiam facilmente estar na final, foram aniquiladas por Falcao, Hulk, Guarín e cia. Evidentemente, por se tratar de jogo único, que há alguma chance de surpresa, mas eu diria que a proporção é de 95 a 5 a favor do Porto.

Sim, acho que a final mais importante será mais disputada, o que não deixa de ser ótimo. Como em qualquer jogo que for disputar, o Barcelona é o time a ser batido, mas não descarto jamais o Manchester United. Creio que o jogo deste final de semana, em que os red revils pegam o Chelsea em Old Trafford, partida com ares de decisão, vai dizer muito sobre o resultado da final européia.

Se vencer os blues, o Manchester ganha uma injeção para chegar de cabeça erguida contra o Barça. E o contrário é verdadeiro, já que uma derrota, traria pressão e preocupação aos comandados de Alex Ferguson.

O fator Wembley também pode pesar a favor dos ingleses, mas não acho que um time com a qualidade do Barcelona tema qualquer pressão de torcida adversária. Arrisco dizer que, jogando completo, as chances da esquadra catalã batem na casa dos 70%.

Façam suas apostas.

GP da Turquia - dia 1

Uma sessão disputada debaixo d'água, a outra com pista seca. E tome papelão de favorito, dessa vez, Vettel. O alemão perdeu o controle do carro no TL1, bateu e danificou seu Red Bull a ponto de não conseguir participar do segundo treino.

Mas, talvez, mesmo se tivesse participado, é possível que o campeão-prodígio não conseguisse a ponta. Button encabeçou o top-4 dos motores Mercedes, seguido por Rosberg, Hamilton e Schumacher. Webber, veja só, foi apenas o quinto.

Massa terminou em sexto e, aos poucos, vai, de fato, equilbrando as coisas com Alonso, só o 11º. Barrichello ficou num sombrio 18º lugar e pôs a boca no mundo, reclamando do péssimo carro da Williams.

Arrisco dizer que será a classificação mais interessante da temporada.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O desastre sem aviso

Vamos admitir: ninguém esperava essa hecatombe na Libertadores.
Depois dos jogos de ida, só se imaginava a eliminação do Grêmio. Os outros quatro pareciam favoritos, especialmente Cruzeiro e Fluminense.

Mas eliminações surgiram como avalanche, uma após a outra.

Começou com o Internacional, que até abriu o marcador contra Peñarol e parecia ter o jogo sob controle ao fim do primeiro tempo. Só parecia. Com dois gols nos cinco primeiros minutos da etapa final, o time uruguaio obrigou o gaúcho a marcar dois para se classificar. Não aconteceu.

Para copiar o rival, o Grêmio fez, novamente, uma partida burocrática, apesar de ter criado uma ou outra chance. Mas a Universidad Católica, na metade final do segundo tempo, fez um gol que bastou para tirar o ânimo e a vaga gremista.

Aí vieram os choques.

É certo que o Libertad foi um dos melhores times da primeira fase, mas, oras, o Flu tinha vencido na ida por 3 a 1. Virou o primeiro tempo com um tranquilo 0 a 0.

A pressão paraguaia falou mais alto. Aproveitando a falta de brio e brilho dos tricolores, estampou três tentos no placar e eliminou um Fluminense do qual se esperava campanha muito, muito melhor.

Tudo terrível, não tanto quanto o papelão do Cruzeiro.

Melhor time da fase de grupos. Ataque mais positivo nessa fase desde sempre. Futebol que dava gosto. Vitória no primeiro jogo, na Colômbia, por 2 a 1. Torcida a favor. Deborah Secco no estádio.

Vai ver que ela secou, porque foi exatamente o marido, Roger, que deu início ao vexame, sendo expulso ainda no primeiro tempo.

Só que nem isso justifica a dominação que os colombianos impuseram durante todo o segundo tempo. Esse é o detalhe sórdido: foi 2 a 0 mas poderia até ter sido mais - em que pese o gol mal anulado de Gilberto, que poderia levar o confronto para a decisão nos pênaltis.

O técnico Cuca foi, de longe, a figura mais ridícula da noite. Num ato covarde, quando a bola saiu de campo e veio até ele, lascou uma cotovelada em Rentería, do Once Caldas.

A cereja do descontrole no bolo da vergonha.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Palmeiras x Corinthians - o jogo do descontrole

O Palmeiras foi melhor que o Corinthians, mesmo no 10 x 11, porque, atualmente, é um time superior ao rival.

Posto isso, só tenho a repudiar o comportamento da equipe no clássico. Os jogadores e o treinador deram uma aula de descontrole, dentro e fora de campo.

Paulo César Oliveira errou em um lance, na minha opinião: não marcar falta de Chicão em Kléber, nos primeiros minutos de jogo. A expulsão de Danilo foi perfeita, idem a de Felipão, assim como a marcação do gol do Corinthians.

O Corinthians, por seu lado, foi péssimo e, se jogar assim, perderá os dois jogos para o Santos na final. Mas é difícil pensar que o time jogue tão mal quanto ontem.