terça-feira, 24 de maio de 2011

ROLAND GARROS - 1ª rodada

Sempre com dinamismo, vamos às impressões sobre a primeira rodada de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada.

- Algo está acontecendo com Rafael Nadal. O jogo de Isner, em teoria, casaria muito bem com o do "touro", tendo em vista que o estadounidense é lento e não tem grandes virtudes jogando no fundo de quadra. Lembremos: Ricardo Mello fez 2-0 em Isner no ATP 250 de Belgrado, há poucas semanas. Mesmo assim, o grandão chegou a ter 2-1 na partida e só perdeu o pique a partir do quarto set.

- A mim parece que Nadal está sentindo o arfar de Djokovic no cangote. Decorre disso uma pressão grande e, nesse momento, não vejo muitas chances do espanhol sair de Paris com o número 1 do ranking. Apesar disso, o compatriota Andujar não deverá provocar dores de cabeça na próxima fase.

- Nole, por outro lado, passeou, como se esperava, no jogo contra de Bakker. Sem sustos. Na segunda rodada, o romeno Victor Hanescu, que está longe de ser um mau jogador, especialmente no saibro. Mas, na fase em que Djokovic está, é difícil imaginar algum sufoco.

- Há muito tempo não via Federer jogar tão bem quanto o fez na vitória diante de Feliciano López. Cometeu poucos erros não-forçados, justamente o calcanhar de aquiles do suíço nos últimos meses. É só tomar como exemplo o duelo contra o próprio Lopez na estreia dele (segunda rodada do torneio) em Madri, quando precisou de três tie-breaks e salvou alguns match-points. Terá pela frente o local e totalmente desconhecido Maxime Teixeira. Fácil, não?

- Entre os outros top-10s, o vexame ficou com Tomas Berdych, derrotado por Stephane Robert, qualifier. Murray, Ferrer e Melzer pouco suaram. Soderling, Monfils e Fish perderam um set para tenistas nem tão gabaritados.

- Outras supresas, algumas maiores, outras menores, foram as seguintes eliminações: Almagro (para Kubot), Llodra (para Darcis) e Raonic (para Berrer). Também não esperava a derrota de Kohlschreiber para Querrey, que, apesar de ser cabeça-de-chave, vinha em fase muito ruim.

- Thomaz Bellucci conseguiu boa vitória, superando a pancadaria de Golubev. Perdeu um tie-break, mas, felizmente, não perdeu a calma, e venceu o do set seguinte, o que mostra certo amadurecimento do brasileiro. Agora terá Andreas Seppi pela frente, italiano meio casca-grossa, que bateu Bellucci em Hamburgo, no ano passado. Jogo por jogo, Thomaz tem mais. Que essa qualidade prevaleça amanhã.

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