Vettel veio, viu, fez a pole, e saiu mais cedo. Talvez para assistir ao sempre saboroso Nadal x Federer. Talvez torça para o suíço, já que ambos têm o alemão como língua-mãe. Ou, quem sabe, prefira o estilo mais agressivo do espanhol. Vai saber.
A verdade é que ele nem precisou esperar o Q3 da classificação terminar para ter a certeza de que largaria na primeira posição.
Enquanto Webber (2º), Rosberg (3º) e Hamilton (4º) batalhavam pela outra vaga da primeira fila, o jovenzinho campeão saia do carro quase três minutos antes do fim do treino e alguns segundos depois de fazer um temporal, mais um. Ele não se cansa.
Aliás, antecipo minha projeção para a corrida: começa como termina, ou seja, pódio com Vettel, Webber e Rosberg. Errei a previsão de que o treino qualificatório seria bastante disputado, então espero errar de novo, mas antevejo uma prova modorrenta.
No mais, destaque para a vergonhosa estratégia de Massa/Ferrari, de usar um jogo de pneus macios no Q1. Felipe não tinha feito volta boa com os pneus duros, mas não estava arriscado de ser guilhotinado para o Q2, já que era claro que Kobayashi não conseguiria por o carro da Sauber na pista. O efeito colateral veio justamente na última fase, em que o brasileiro foi obrigado a economizar nos macios e nem conseguiu marcar tempo. Amarga 10ª colocação.
Barrichello, uma posição atrás do compatriota, deve festejar - e muito - o fato de quase ter passado para o Q3. Andou praticamente no mesmo tempo dos carros da Renault, algo acima dos padrões da Williams de 2011. E, de novo, à frente de Maldonado.
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