Copas nacionais são interessantes. Simpáticas, melhor dizendo. Democratizam o futebol, oferecendo aos times pequenos e até, em alguns países, semi-amadores, a chance de conquistar um título importante. Temos exemplos recentes no Brasil, como o Santo André, em 2004, e o Paulista, em 2005.
A Copa do Rei cumpre essa função na Espanha. Mas, na temporada 2010-11, não houve espaço para surpresas. As duas equipes mais cortejadas do planeta não tiveram oposição e chegaram à final, como diria aquele apresentador, "com todos os méritos, com todas as justiças".
E jogaram muito mais pelo valor simbólico do que pelo valor real do título. Ganhar do maior rival é uma delícia em qualquer circunstância. Só que a rivalidade está muito aflorada neste momento. Se o Barcelona está bem perto de conquistar a Liga, a vitória do Madrid na Taça é fundamental para equilibrar os ânimos para os dois confrontos mais importantes: ida e volta da semifinal da Champions League.
Como já disse por aqui, acho o Barça superior ao Real. Acontece que essa final confirmou aquilo que já tinha sido mostrado na época anterior: José Mourinho sabe parar a máquina azul-grená. É capaz de montar times que equilibram o jogo ou, até, superam o Barcelona em termos de chances reais de gol, por exemplo.
Qualquer resultado é possível nas partidas válidas pela competição continental, mas não há dúvida: o confronto, que eu e outros julgava definido antes de ocorrer, parece, agora, mais aberto do que nunca.
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