Confesso: sempre torci muito por Marcos Daniel. Mais, até, do que faço com Bellucci. A explicação provavelmente está no fato de que o gaúcho de 32 anos sempre focou muito na ascensão da carreira, muito treino, muita obstinação, muito foco. Não vejo o mesmo empenho no nosso atual número 1, mas, bem, isso não é papo para este post.
Que é, na verdade, um registro. Do dia em que "Marquito" anunciou a aposentadoria do tênis profissional. O moço de Passo Fundo (RS) ainda jogará em Roland Garros, já que tem ranking para tal, e, talvez, um challenger na Colômbia, onde é considerado rei, graças aos muitos títulos lá obtidos.
É o típico caso em que o profissional não consegue mais se dedicar à respectiva atividade. Não por falta de interesse ou motivação, mas de aptidão física. Daniel teve várias lesões nos últimos anos, e optou por pendurar as raquetes ao invés de forçar a barra. Sabe que, se tentasse seguir, os resultados não viriam, mas as cobranças estariam lá. Decisão, pois, acertada.
A melhor posição de Marcos Daniel no ranking foi a 56ª, em setembro de 2009. Não conseguiu o grande objetivo de levar o Brasil de volta à elite da Copa Davis. Nem por isso terá uma mancha no currículo. É verdade que nunca chegou a níveis mais altos de competição, mas dentro do que tinha a oferecer, cumpriu muito bom papel.
Parabéns e obrigado, Marquito.
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