quinta-feira, 24 de março de 2011

Um campeonato para dois

É óbvio que é prematuro prognosticar sobre uma competição que terá 19 etapas (20?) e se estenderá por quase 9 meses.

Mas jornalistas carecem de dar a cara ao tapa, senão não teriam muita função, especialmente no meio esportivo.

Por isso, vamos falar da temporada da F-1 que começa hoje, com os treinos livres para o GP da Austrália.

1) Pegue a Red Bull quem for capaz - além de ter liderado boa parte dos testes da pré-temporada, a atual campeã de equipes e pilotos, especula-se, pode ter andado com mais combustível nos tanques do que as rivais. Se isso for verdade, a coroa de rei de 2011 estará destinada a um dos dois membros do clã austríaco, Vettel (digamos, com 75%) e Webber (25%, pois).

2) Prima ascendente - a Toro Rosso não fez nada que tenha prestado em 2009 e 2010, depois de um excepcional 2008, com direito a pole e vitória de Vettel na Itália. Mas, certamente graças ao grande trabalho de Adrian Newey e seus blue caps, parece ter acertado a mão dessa vez. Pode fazer um papel bom, no nível de Mercedes e McLaren, com otimismo, ou Lotus Renault, sendo realista.

3) Ano decisivo para os brasileiros - se não for competitivo (leia-se: andar bem mais próximo ou à frente de Alonso), Massa terá que procurar equipe para 2012. Ele sabe disso e, acho, vai cumprir um papel melhor do que no ano passado. Barrichello parece confortável na Williams, mas, como os 40 anos se aproximam, nunca se sabe se a motivação será a mesma, e se haverá vontade de permanecer na temporada posterior.

4) Temporada chatinha, chatinha - esse é puro chute. Acho que teremos poucas emoções em 2011, com domínio amplo da Red Bull e uma tentativa meio inócua da Ferrari de se aproximar. A conferir.

Amanhã falo sobre os palpites para a classificação e para a corrida.

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