Que poderá se transformar em um grande mico ou num reforço fora de série.
Analisando o histórico recente, digamos, de um ano para cá, o Imperador é um mau negócio. Jogou poucas vezes na Roma e não marcou um gol sequer. Antes apresentado com pompa pela presidente Rosella Sensi, saiu pela porta dos fundos, com o contrato rescindido.
Mas é mais fácil recuperar a parte técnica de um jogador do que ajustar o mau comportamento dele fora das quatro linhas. E a última passagem de Adriano pelo futebol brasileiro, no Flamengo, ficou manchada pelas faltas injustificadas em treinos, festinhas polêmicas e até um suposto envolvimento com traficantes do Rio de Janeiro.
Quem poderia estar disposto a trazer para um balneário calmo e estável, como o do Corinthians, um atleta-problema? Andrés Sanchez, faça-se justiça, nunca esteve convicto sobre essa contratação. Mas o grupo Hypermarcas, patrocinador majoritário do clube alvinegro, bateu o martelo, garantindo o salário de Adriano. Sem se esquecer, contudo, de fechar a negociação por meio de um contrato de risco, isto é: pisou na bola, multa, suspensão ou, até, rescisão.
O potencial do centroavante ficará, ao menos num primeiro momento, em segundo plano. As boas passagens pela Inter de Milão e São Paulo são pequeno alento para a torcida, que não irá poupá-lo se novos escândalos surgirem.
Que os ares paulistanos refresquem os neurônios do Imperador.
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