segunda-feira, 28 de março de 2011

É um mero detalhe...

Carlos Alberto Parreira disse, certa vez, que o gol era mero detalhe. Se já tinha fama de ser retranqueiro, o estigma só aumentou depois dessa.

Mas o que ele queria dizer é: às vezes, fazer o gol é apenas uma parte de um trabalho maior. Em outras palavras, não é o gol que vai definir a qualidade do time/elenco/jogador.

O mesmo raciocínio se aplica ao centésimo gol de Rogério Ceni, anotado ontem na vitória são-paulina diante do maior rival, Corinthians.

É evidente que a importância estrita desse gol para o jogo foi gigantesca, já que o confronto estava equilibrado, mesmo com o placar já favorável ao Tricolor. Além disso, há que se lembrar: foi o primeiro gol de falta de RC no Timão.

Só que, mesmo pensando em termos globais, o número "100" não é o mais importante, e imagino que o torcedor são-paulino saiba disso.

Os feitos alcançados por Rogério Ceni em quase 15 anos como goleiro titular do clube do Morumbi são maiores do que uma marca pessoal.

A Libertadores e o Mundial de 2005, três Brasileiros consecutivos, três Paulistas e deve haver outros troféus. Marcando gols em todos eles e sendo decisivo também debaixo dos três paus e fora das quatro linhas, como líder do elenco.

Há quem questione determinadas posturas de Rogério Ceni, como sempre questionar as marcações dos árbitros, sempre se adiantar nas cobranças de pênalti alheias, entre outras. Algumas declarações sobre temas que escapam do futebol também fazem parte da lista de polêmicas do goleiro.

O que não gera polêmica, nem entre os xiitas, é o reconhecimento dele como figura que enriquece a história do futebol brasileiro.

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