terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Clima retrô: essa é a F1 2010


Brawn GP, BMW, Toyota, Kimi Raikkonen, Giancarlo Fisichella, Max Mosley. Com o término da temporada 2009 da F1, todos esses personagens deram adeus à categoria mais importante do automobilismo mundial. Ares de renovação para 2010, certo?

Em termos. Apesar de todas essas saídas, o próximo campeonato terá retornos que podem ser mais significativos que as perdas.

O mais surpreendente e, até certo ponto, polêmico, é o de Michael Schumacher. Sim, o detentor de 95% (ou mais) dos recordes da F1 deu fim à aposentadoria e alinhará no GP do Bahrein, prova de abertura, com o número 3 da Mercedes - que comprou a campeã Brawn GP.

É difícil prever o desempenho do heptacampeão, já frequentador da casa dos 40 anos. Trata-se de talento puro, mas seria precipitado negar que o desgaste físico é maior para aqueles, digamos, mais experientes.

Mais uma volta: o sobrenome Senna. Bruno, sobrinho de Ayrton, estreará pela Campos Meta, isto é, se a equipe não fechar as portas antes mesmo da primeira prova - muitas especulações apontam sérias dificuldades financeiras no time de Adrián Campos.

Bruno, é óbvio, sofrerá muita pressão. Especialmente dos brasileiros. Comparações com o tio acontecem desde que voltou ao automobilismo, em 2003, mas na F1 tudo ganha uma proporção maior. Felizmente parece ter boa cabeça, sem cair na conversa de torcedores e jornalistas sobre lutar por vitórias e títulos. Tudo a seu tempo.

No regulamento técnico, o banimento do reabastecimento durante as provas está de volta, após 17 anos. Para se ter uma ideia, dos 26 pilotos que devem começar a temporada (três ainda são desconhecidos, na Renault, USF1 e Campos Meta), somente Schumacher e Barrichello já participaram de provas na F1 sem reabastecimento.

Essa mudança mexerá profundamente com a estrutura dos bólidos. Agora, as equipes terão que trabalhar em cima da variação de peso durante as provas. Não se surpreendam se perceberem um camarada disparando no início da corrida e perdendo toda a vantagem no decorrer dela.

Mais para frente, falarei mais sobre a temporada 2010 - pretendo analisar equipe por equipe, mas quando a abertura estiver mais próxima. Enquanto isso, vamos nos acostumando a esse clima nostálgico que vai chegar com ela. Pra falar um termo da moda, essa "onda retrô".

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Dessa vez, sem surpresas


Começa a segunda semana do Australian Open 2010, primeiro Grand Slam do calendário do tênis. Após quatro rodadas completas, os favoritos ao título permanecem na disputa, coisa rara quando o assunto é AO.

A explicação mais razoável para esse fenômeno é a de que os jogadores ainda não estão no melhor dos condicionamentos físico e técnico, especialmente os que competem em altíssimo nível, pois esses competiram uma semana a mais em 2009 - na Masters Cup - e dedicam as primeiras semanas do ano seguinte a torneios de exibição.

Mas as zebrinhas não tiveram vez na atual edição. Federer, Nadal, Djokovic, Murray e Davydenko, os grandes nomes do momento, estão vivíssimos. A exceção fica com a queda de Del Potro, para Cilic, o que está longe de ser um espanto - o croata é certamente o próximo candidato a top.

Naturalmente essa festa tem data para acabar, mais precisamente nessa madrugada, que trará o confronto palpitante entre Nadal e Murray, além do não menos interessante Cilic versus Roddick - o algoz do brasileiro Thomaz Bellucci.

Na próxima madrugada, mais show com dois clássicos: Federer x Davydenko e a reedição da final de 2008, com Djokovic diante de Tsonga.

Meus palpites: passam Nadal, Cilic, Davydenko e Djokovic. Mas não será nenhum espanto se os resultados forem os opostos.

Memória

- O melhor desempenho de Gustavo Kuerten em Melbourne foi a 3ª rodada, em 2004.

- No ano anterior, Guga esboçou o melhor começo de temporada da carreira, ao ganhar a final de Auckland (torneio que antecede o Australian Open) contra Dominik Hrbaty. Mas no Open, não passou da segunda rodada.

- Jogadores que fizeram do Australian Open seu único título de Grand Slam: Mark Edmondson (1976), Vitas Gerulaitis (1977), Brian Teacher (1980), Petr Korda (1998), Thomas Johansson (2002) e Novak Djokovic (2008).